A manifestação dos trabalhadores em educação realizada na manhã desta quinta-feira (1º de março) com concentração na Praça Rio Branco, levou os servidores, estudantes e pais de alunos a reforçarem este movimento por uma educação de qualidade com valorização dos profissionais da educação.
O Ato contou a participação de vários Núcleos Regionais do Sinte vindos de Norte a Sul do Piauí.
A presidente do Sinte-PI, professora Paulina Almeida, iniciou as falas afirmando a posição da categoria, aprovada em assembleia dia 27, que foi a continuidade da greve até o governo conceda o reajuste para todos e todas.
A presidente do Sinte-PI, Paulina Almeida, elencou os valores de auxílio de alguns servidores do estado e fez um comparativo ao auxílio implantado no contracheque dos servidores. “Enquanto tem servidor do estado que ganha auxílio alimentação de R$ 800, 600, 450, para os trabalhadores em educação a migalha dada foi de R$ 28, 34, 54, chegando até R$ 130,00”, disse.
“Ao colocar esta migalha, com o nome de auxílio alimentação, no contracheque do servidor, o governo do estado simplesmente reforçou a revolta dos trabalhadores e a posição contrária a esta “auxílio”, excluindo totalmente os aposentados, acabando com a paridade. Queremos o reajuste de 6,81% no vencimento de todos os servidores da educação, professores ativos e aposentados e também dos funcionários de escola, esta é a nossa proposta. Só voltaremos às escolas após o cumprimento da Lei e o pagamento do reajuste”, enfatizou Paulina.
O professor Kassyus Lages alertou os servidores que o governo está preparando o reajuste do IASPI. “Enquanto o governo se nega a pagar o reajuste dos servidores em educação, mas certamente será ágil para aplicar o reajuste do Iaspi nos contracheques dos servidores. Precisamos permanecer firmes na luta pelos nossos direitos, enfatizou Kassyus.
O professor Dídaco, da Regional de e São Raimundo Nonato, mostrou sua revolta quando viu o público presente, “na assembleia realizada dia 27, o no Clube estava lotado quando aprovou este Ato, porém aqui não podemos ver os que lá estavam. Mas na hora de dizer que o Sindicato tem que fazer seu papel, são presentes para cobrar, porém esquecem que eles são o sindicato. A Regional de SRN está em greve e estaremos presente em todos os Atos convocados e só voltará às aulas quando receber os reajuste de 6,81% para todos os trabalhadores em educação”, desabafou Dídaco.
Os representantes dos estudantes também se posicionaram em favor do movimento grevista dos trabalhadoares em educação, por entender que a luta é por uma educação com mais qualidade e escolas dignas para todos.
Faixase cartazes de “Estamos em Greve” mostraram a indignação dos trabalhadores.
Ao percerrer as ruas do centro comercial de Teresina, a população se manifestava em favor da luta dos trabalhadores com aplausos, gritos e sinais positivos aos trabalhadores.
Ao chegar ao Palácio de Karnak, sede do governo estadual, uma equipe seguiu para uma reunião com o secretário de governo do estado, Merlong Solano e representantes da Secretaria de educação e Controladoria Geral do Estado. A reunião em nada avançou na proposta e na implementação do auxilio realizado pelo governo. Porém o Sinte apresentou a postura dos trabalhadores em educação e solicitou uma reunião urgente com a presença do governador. Paulina finalizou a reunião dizendo que “a Greve Continua até que o governo resolva a situação de todos os trabalhadores em educação”.
FONTE: Sinte-PI

Nenhum comentário:
Postar um comentário